A terceira e a quarta temporada de Two and a Half Men evoluem muito no que diz respeito à evolução dos personagens. A série começa a contar histórias mais longas, que duram vários episódios, o que faz o espectador criar expectativa com o que virá, se envolvendo mais com os personagens. Como disse antes, julgava esta falta de continuidade um sério defeito da série nas duas primeiras temporadas.

Outro ponto positivo, o grau de ironia, piadas e frases de duplo sentido parecem aumentar a cada temporada junto com o crescimento de Jake. Com o menino passando de criança a pré-adolescente, os irmãos enfrentam perguntas, dúvidas e emoções do garoto sempre de forma divertida, com Charlie sendo sempre muito direto, sem rodeios, e Alan tentando amenizar o assunto, claramente querendo manter uma inocência em Jake, que, apesar de ainda ser bem “lento” com certos temas, já se mostra mais entendido e enxerga nas entrelinhas, às vezes, constrangendo Alan e tirando um sorriso do rosto de Charlie.

As duas temporadas contam com mais convidados, como April Bowlby , que interpreta Kandi, a nova namorada de Alan. Uma mulher jovem, bonita, com um corpo de dar inveja em qualquer mulher, porém, com a inteligência e esperteza de Jake. Também convidada, Emmanuelle Vaugier interpreta Mia, uma mulher decidida, inteligente e atraente, que consegue finalmente fazer Charlie se tornar um homem fiel. E é envolvendo estas duas que temos a maior surpresa da terceira temporada, bem no último episódio, que termina da forma como eu acredito que toda temporada deve terminar: deixando o espectador ansioso para o início da nova temporada.

Outra presença agradável em Two and a Half Men é da grande atriz Jane Lynch, interpretando a Dr. Linda Freeman, psicóloga de Charlie Harper. Aliás, Jane Lynch parece não atuar: assim como em Glee e The L Word, sua personagem é uma mulher segura e sarcástica.

Entretanto, temos uma surpresa negativa na quarta temporada: Rose, a vizinha que persegue Charlie, se muda e, ao que tudo indica, abandona o seriado de forma bem repentina. Como ainda não vi as próximas temporadas, ainda torço pelo seu retorno, já que ela é uma personagem extremamente inteligente e que garante boas risadas.

Com as melhorias apresentadas nestas duas temporadas, Two and a Half Men deixa de ser apenas uma diversão sem compromisso, e passar a ser um seriado digno de ser acompanhado em sua devida ordem. Espero que as próximas temporadas continuem evoluindo.

 

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!
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Relacionamentos, relacionamentos e relacionamentos… Estes são os temas principais de The L Word, que em conjunto com outros assuntos abordados como relacionamentos e relacionamentos, formam um seriado bem monótono, apesar das cenas quentes protagonizadas quase que exclusivamente por mulheres… lésbicas!!

O seriado acompanha a vida de um grupo de amigas lésbicas, em uma vizinhança bem acostumada com o homossexualismo. Quando Jenny, uma garota do interior de família tradicional, chega à cidade e passa a morar com seu namorado, ela conhece Bette Porter, uma diretora artística bem sucedida, e sua esposa Tina Kennard, que buscam um homem afim de doar esperma para realizarem o sonho de serem mães. Ela conhece também Alice Pieszecki, jornalista bissexual assumida, Shane McCutcheon, cabelereira “mulherenga”, e Dana Fairbanks, uma tenista em ascensão que ainda reluta em assumir publicamente sua opção sexual.

Mas é somente quando Jenny encontra Marina Ferrer, dona da cafeteria “The Planet”, é que sua vida começa a mudar. Levada por toda essa nova atmosfera, Jenny se envolve com Marina e passa a questionar sua opção sexual.

Ao contrário de séries como Lost e Friends, por exemplo, que possuem mistérios, suspense, ação e comédia e prendem o espectador a cada episódio, The L Word explora os relacionamentos entre as lésbicas, mostrando que estas mulheres têm uma vida absolutamente normal. Apesar do tema ser ainda um tabu e chamar atenção de início, tramas muito simples e previsíveis, com histórias de amor, traição, brigas e ciúmes tornam o seriado cansativo demais. É tão cansativo que, em muitos momentos, parece uma novela, apesar da filmagem de qualidade, sem tantos closes e cortes.

O roteiro não é nada excepcional e não é capaz de, sozinho, prender a nossa atenção por muito tempo. Ainda assim, The L Word surpreende pela coragem dos produtores em explorar o tema sem preconceitos e pela naturalidade com que as cenas mais quentes acontecem.

Vale ressaltar aqui duas belas atrizes: Erin Daniels (Dana Fairbanks) e Sarah Shahi (Carmen de la Pica Morales). Sem dúvida as mais lindas do seriado e que nos brindam com cenas quentíssimas.



Apesar de não julgar The L Word um ótimo seriado, sugiro que assistam e comprovem algo que eu sempre disse:

Toda mulher gosta de outra mulher… só não sabe disso!

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!
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O Exterminador do Futuro (1984)
Diretor: James Cameron
Roteiro: James Cameron e Gale Anne Hurd
Crítica e maiores informações no Cinema e Debate
Sinopse:
“Num futuro próximo, a guerra entre humanos e máquinas foi deflagrada. Com a tecnologia a seu dispor, um plano inusitado é arquitetado pelas máquinas ao enviar para o passado um andróide (Arnold Schwarzenegger) com a missão de matar a mãe (Linda Hamilton) daquele que viria a se transformar num líder e seu pior inimigo. Contudo, os humanos também conseguem enviar um representante (Michael Biehn) para proteger a mulher e tentar garantir o futuro da humanidade.”

Depois de tanto tempo, finalmente assisti o filme, que realmente surpreende e não é apenas ação. É inteligente e intrigante. Existe um suspense e possui vários “flashbacks”, que na verdade  são os acontecimentos do futuro que forçaram os humanos e os robôs a enviarem representantes ao passado. Idéia muito interessante e bem trabalhada. Apenas uma crítica: No segundo filme, Schwarzenegger é muito melhor, representando o Exterminador de forma mais correta, bem durão. Neste primeiro filme, ele “solta o corpo” em alguns momentos, o que tira o aspecto de robô.

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!

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Já tinha ouvido falar muito bem e muito mal à respeito de Glee. Alguns elogiavam a série e seus artistas, outros garantiam que Glee era apenas um besteirol adolescente, sem graça. Porém, somente a idéia de Glee já me agradava, pelo fato de que eu simplesmente amo música. E sabendo que a série tinha os moldes de um musical, Glee já estava na minha lista de compras antes mesmo de eu ter assistido à um único episódio. Tive a oportunidade de testar a série assistindo ao primeiro episódio gravado pela minha irmã. E, antes mesmo do episódio acabar, eu já estava ansioso pelas músicas e apresentações que eu veria na série.

Pra quem não sabe (era meu caso), Glee é o grupo de canto ou coral, das escolas, geralmente americanas e inglesas. Portanto, Glee é um seriado que mostra um desses clubes, o da escola McKinley, sendo renovado pelo então professor de espanhol Will Schuester (Matthew Morrison), que inicia as “audições” para o grupo que ele chama de “New Directions”. No início, apenas 5 alunos se interessam pelo clube, sendo Rachel Berry (Lea Michele) a mais talentosa (e competitiva), que lidera o grupo nos solos femininos. Além dela, juntam-se ao “Glee Club” por livre e espontânea vontade: Kurt Hummel (Chris Colfer), Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkovita), Artie Abrams (Kevin McHale) e Mercedes Jones (Amber Riley). Buscando uma boa voz masculina, o professor Schuester chantageia Finn Hudson (Allan Cory Monteith), o Quarterback do time de futebol americano, que completa a primeira formação do clube de canto e se torna a voz masculina do grupo fazendo dupla com Rachel no clássico “You’re The One That I Want”, do filme Grease.

Já no final do primeiro episódio temos a primeira grande apresentação do New Directions, cantando “Don’t Stop Believin’” do Journey. A partir daí, acompanhamos esse grupo agregando mais vozes e evoluindo como cantores e como seres humanos, enfrentando dificuldades de relacionamento, problemas de insegurança, frustrações e diversos problemas da adolescência. Além disso, o grupo tem que superar os obstáculos criados geralmente por Sue Sylvester (Jane Lynch), a treinadora das cheerleaders da escola que, ao ver o clube Glee evoluindo, teme perder a exclusividade de ser a única a trazer prêmios para a escola. Além dos integrantes originais, outros alunos se juntam ao do New Directions, como Puck, Santana, Brittany, Matt, com destaques para Mike Chang (Harry Shum, Jr.), um dançarino incrivelmente bom e para Quinn Fabray (Dianna Agron), uma loira linda, capitã das cheerleaders, que tem voz suave, boa presença e é importante para a história do grupo.

Vale ressaltar a excelente atuação de Jane Lynch, que lhe rendeu inclusive o prêmio Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia. Ela consegue ser um dos personagens mais carismáticos do seriado, sendo também a mais “odiada”. Jane Lynch não parece atuar, simplesmente parece ser Sue Sylvester. Em alguns momentos tem uma atuação exagerada, como a maioria dos atores da série, o que me faz acreditar que essa é a intenção dos diretores. Chris Colfer também se destaca como ator, representando muito bem o adolescente assumidamente gay, Kurt Hummel. Decidido e seguro de si na maior parte do tempo, sabe demonstrar a fraqueza e a insegurança nas situações em que se sente inferior, com ciúmes ou decepcionado. Jayma Mays, que interpreta Emma Pillsbury, uma professora conselheira que é apaixonada por Will e tem um distúrbio sério de limpeza, também atua muito bem, principalmente nos momentos em que sua doença é mais aparente.

Quando falamos em voz, o destaque vai, sem dúvida nenhuma, para Lea Michele (Rachel), que canta como uma profissional, alcançando notas altas com muita facilidade e liderando muito bem o grupo. Já a voz de Allan (Finn) não me agrada e, na minha opinião, é uma das mais comuns do grupo, sem nada que o coloque entre os destaques.

O roteiro de Glee é algo curioso. Acredito que, para fazer um musical, o roteiro deve buscar deixas para a inclusão das apresentações. Como as músicas não são “originais”, ou seja, escritas para o seriado, o roteiro fica um pouco artificial e, muitas vezes dramático demais. De qualquer forma, o tom de comédia mesmo nas situações mais dramáticas suaviza essa melancolia. Chama a atenção a quantidade de cenas rápidas usadas para desmentir afirmativas dos personagens. Um exemplo engraçado disso é quando Emma diz à uma aluna que nunca chorou por um amor. Na cena seguinte, de poucos segundos, Emma aparece chorando e cantando desesperadamente a música “All By Myself”. Em um certo momento, Rachel decide cantar e chama o pianista, que aparece do nada e ela justifica “Ele está sempre por aí”. Essas e outras cenas, conferem ao seriado um tom de comédia exagerada, escrachada.

O setlist do seriado agrada a todos os gostos com músicas pop, rock, blues, funk, black, músicas novas, antigas, lentas, rápidas e episódios dedicados à artistas como Madonna e Lady Gaga. Fica difícil escolher a melhor apresentação, já que, segundo este artigo no Wikipedia, são mais de 130 músicas durante a primeira temporada. Irei destacar ao final do post algumas apresentações, e deixar o link para assistirem no You Tube.

Glee é um bom seriado que mistura comédia e música de forma muito competente, com um ótimo elenco e uma setlist repleta de sucessos. Aqueles que criticam Glee, provavelmente não gostam de musicais ou não pararam para assistir o seriado sem preconceito. Realmente a história em si é comum, sem mistérios, reviravoltas ou conspirações inteligentes. Mas é um ótimo seriado para quem quer ouvir boa música, dar boas risadas e relaxar.

Cliquem para assistir as apresentações:

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!
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Disque M Para Matar (1954)
Diretor: Alfred Hitchcock
Roteiro: Frederick Knott
Crítica e maiores informações no Cinema e Debate
Sinopse: “Em Londres, um ex-tenista profissional decide matar sua mulher, para poder herdar seu dinheiro e também como vingança por ela ter tido um affair um ano antes, com um escritor que vivia nos Estados Unidos mas que no momento está na cidade. Ele chantageia um colega de faculdade para estrangulá-la, dando a entender que o crime teria sido cometido por um ladrão. Mas quando algo sai muito errado, ele vê uma maneira de dar um rumo aos acontecimentos em proveito próprio.”

Incrível este filme… Completo, com roteiro, direção e atuações excepcionais… Suspense, mistério e reviravoltas nos moldes Agatha Christie, muito melhor que Festim Diabólico e muito mais inteligente. Aqui o suspense funciona em diversas cenas e com muito mais intensidade do que no outro filme. Fiquei tenso desde quando o plano se inicia, com a saída para a festa, até o final do filme. Hitchcock realmente sabe fazer suspense!

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!

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Touro Indomável (1980)
Diretor: Martin Scorsese
Roteiro: Paul Schrader e Mardik Martin, baseado no livro de Jake LaMotta, Joseph Carter e Peter Savage.
Crítica e maiores informações no Cinema e Debate
Sinopse: “O pugilista peso-médio Jake LaMotta (Robert De Niro), chamado de “o touro do Bronx”, sobe na carreira com a mesma rapidez com que sua vida particular se degrada, graças ao seu temperamento violento e possessivo.”

Ótimo filme com um roteiro muito simples mas muito bem definido. Apesar disso, o destaque vai para Robert De Niro, que com uma das melhores atuações que eu já vi, rouba qualquer brilho de roteirista e diretor. Não preciso nem ver outro filme do ano pra saber que ele mereceu o Oscar… Engordar 30kg? Improvisar diversas falas? Chorar daquele jeito? Virei fã do De Niro depois de ver esse filme… Espetáculo de atuação…

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!
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Alone in the dark tem um estilo interessante, uma idéia muito boa, mas “joga” isso tudo no lixo com a jogabilidade: apesar de ser possível escolher entre visões de primeira e terceira pessoa, o controle do personagem e principalmente da câmera são muito ruins, dificultando as ações e tornando o jogo chato.

A história começa com um homem acordando e sendo conduzido para cima de um prédio onde ele será assassinado. Ele não lembra do seu nome ou o que o fez parar ali, naquela situação. Mais tarde no jogo, descobrimos que ele é Edward Carnby, um investigador paranormal e “o escolhido” que carrega uma pedra que continha o espírito de Lucifer, e que desencadeou toda a atividade paranormal na cidade. Ele então deve seguir “The Path of Light” ou seja, o Caminho da Luz, antes que seja tarde demais.

O grande diferencial do jogo está na interação com o ambiente e nas diferentes possibilidades de armas. O jogador pode pegar praticamente qualquer coisa e usar como arma. Cadeiras, mesas, extintores, tábuas e ferros podem ser usados para bater nos inimigos ou quebrar portas. Você pode atear fogo em um pedaço de madeira e usá-lo para acabar com o inimigo mais fácil, claro, tomando o cuidado para não queimar as mãos. Você pode montar armas diferentes, usando, por exemplo, um spray anti-baratas em conjunto com um isqueiro. Ou, inserir um lenço em uma garrafa de vodka, passar fita dupla-face na garrafa, colocar fogo no lenço e jogar a garrafa para que ela grude em um inimigo. São diversas combinações possíveis que deixam o jogo um pouco mais divertido.

Para se curar você encontra faixas, para estancar sangramentos, e sprays para cauterizar feridas. E tudo isso que você coleta é guardado na jaqueta do personagem, que tem espaço limitado.

Com a jogabilidade muito ruim, falhas de tela e uma história fraca, Alone in the Dark não é um jogo que recomendo. Talvez o jogo seria muito melhor avaliado se tivesse um mecanismo parecido com Resident Evil 5 ou Silent Hill Homecoming.

Thiago Barrionuevo

da nossa pátria amada, chamada Brasil!!!
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